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Ultrassom de alta frequência transforma a segurança na medicina estética

O novo aliado da medicina estética: ultrassom de alta frequência torna procedimentos mais seguros.

Dra. Luciana Zattar destaca o ultrassom de alta frequência como um aliado do planejamento dos procedimentos estéticos.

O novo aliado da medicina estética: ultrassom de alta frequência torna procedimentos mais seguros.

O crescimento da medicina estética trouxe consigo uma preocupação cada vez maior com a segurança dos procedimentos. Em meio ao aumento da procura por preenchimentos faciais, bioestimuladores, fios de sustentação e outras intervenções minimamente invasivas, uma tecnologia vem ganhando espaço por permitir que médicos conheçam detalhadamente a anatomia de cada paciente antes mesmo do início do tratamento: o ultrassom de alta frequência para mapeamento facial e corporal.

Capaz de revelar estruturas que não podem ser identificadas apenas pela avaliação clínica, o exame funciona como um verdadeiro “GPS” da anatomia. A tecnologia permite localizar vasos sanguíneos, músculos, compartimentos de gordura, glândulas, nervos superficiais e materiais previamente injetados, como preenchedores e fios de sustentação, oferecendo um planejamento muito mais preciso e individualizado.

Segundo a médica radiologista Dra. Luciana Zattar, responsável pelo setor de Ultrassonografia Dermatológica do Hospital Sírio-Libanês, o exame representa uma mudança importante na forma como os procedimentos estéticos são planejados.

“O ultrassom de alta frequência nos permite visualizar a anatomia real de cada paciente, identificando variações anatômicas e produtos previamente aplicados. Essas informações contribuem para um planejamento mais seguro e personalizado, ajudando a reduzir o risco de intercorrências”, explica.

A especialista destaca que cada rosto e cada corpo possuem características únicas. Embora a anatomia humana siga padrões, a localização de vasos, nervos, músculos e compartimentos de gordura pode variar de uma pessoa para outra. Conhecer essas particularidades antes da realização de um procedimento permite ao médico definir os pontos mais seguros para aplicação e adaptar a técnica conforme a necessidade individual.

Além da prevenção de complicações, o exame também vem impulsionando um conceito cada vez mais procurado pelos pacientes: o chamado “check-up facial”. Antes de realizar qualquer intervenção estética, muitas pessoas optam por fazer um mapeamento completo da face para identificar alterações anatômicas e verificar a presença de produtos aplicados anteriormente, muitas vezes esquecidos ou desconhecidos.

Essa avaliação torna-se especialmente importante em pacientes que já passaram por diversos procedimentos ao longo dos anos ou que não possuem informações precisas sobre os materiais utilizados em tratamentos anteriores. O ultrassom consegue identificar a presença, a localização e as características de muitos preenchedores, além de fios de sustentação, áreas de fibrose e alterações provocadas pelo envelhecimento, permitindo decisões mais seguras sobre novas intervenções.

Embora seja amplamente conhecido pelo uso na face, o ultrassom de alta frequência também é empregado no mapeamento de diferentes regiões do corpo que recebem procedimentos estéticos. Entre elas, destaca-se a região dos glúteos, uma das áreas de maior demanda na medicina estética brasileira para aplicações de bioestimuladores de colágeno, preenchedores, enxertia de gordura e outros tratamentos corporais. Nesses casos, o exame permite identificar a anatomia individual, localizar vasos sanguíneos, músculos, planos anatômicos e materiais previamente aplicados, oferecendo mais segurança ao planejamento dos procedimentos e contribuindo para a prevenção de complicações.

Mas as aplicações da tecnologia vão muito além da medicina estética.

Na dermatologia e na cirurgia plástica, o ultrassom de alta frequência auxilia na avaliação e no acompanhamento de tumores cutâneos superficiais, doenças inflamatórias da pele, cistos, lipomas, cicatrizes, complicações relacionadas a preenchedores, avaliação de fios de sustentação e monitoramento do pós-operatório. O exame oferece imagens com alto nível de detalhamento das estruturas superficiais, contribuindo para o diagnóstico, o planejamento terapêutico e o acompanhamento dos pacientes.

Outro diferencial está na possibilidade de investigar intercorrências estéticas. Casos de assimetrias, nódulos, inflamações, migração de preenchedores ou alterações após procedimentos podem ser avaliados com precisão, permitindo que o tratamento seja direcionado de acordo com a causa identificada nas imagens.

Apesar dos avanços tecnológicos, a qualidade do exame depende diretamente da experiência do profissional responsável. O mapeamento facial e corporal exige equipamentos específicos de alta frequência, desenvolvidos para avaliação da pele e das estruturas superficiais, além de protocolos padronizados e treinamento especializado para aquisição e interpretação correta das imagens.

“A tecnologia é extremamente poderosa, mas trata-se de um exame operador-dependente. A formação adequada do médico e a utilização de equipamentos apropriados são fundamentais para que o mapeamento seja realmente confiável e gere informações que impactem positivamente na segurança do paciente”, ressalta Dra. Luciana Zattar.

Nos últimos anos, a ultrassonografia dermatológica vem registrando crescimento expressivo no Brasil e em diversos países, acompanhando a evolução da medicina personalizada e o fortalecimento da cultura da prevenção. A tendência é que o exame se torne cada vez mais presente na rotina de clínicas de dermatologia, cirurgia plástica e medicina estética, funcionando como uma etapa estratégica antes da realização de procedimentos.

Mais do que um recurso tecnológico, a ultrassonografia de alta frequência aplicada ao mapeamento facial e corporal representa uma evolução na forma de planejar procedimentos estéticos. Ao oferecer informações detalhadas sobre a anatomia individual de cada paciente, a tecnologia permite uma abordagem mais personalizada, aumenta a precisão das intervenções e reforça a segurança tanto para médicos quanto para pacientes. Em um cenário de crescente demanda por tratamentos estéticos, especialmente na região dos glúteos, conhecer exatamente o que está sob a pele antes da primeira agulha pode fazer toda a diferença nos resultados e, principalmente, na prevenção de complicações.

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