{"id":6993,"date":"2026-10-07T07:30:22","date_gmt":"2026-10-07T10:30:22","guid":{"rendered":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/index.php\/2026\/10\/07\/carolina-garcia-marques-representa-o-teatro-de-animacao-brasileiro-na-china\/"},"modified":"2026-10-07T07:30:22","modified_gmt":"2026-10-07T10:30:22","slug":"carolina-garcia-marques-representa-o-teatro-de-animacao-brasileiro-na-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/index.php\/2026\/10\/07\/carolina-garcia-marques-representa-o-teatro-de-animacao-brasileiro-na-china\/","title":{"rendered":"Carolina Garcia Marques representa o teatro de anima\u00e7\u00e3o brasileiro na China"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-style:italic;font-size:1.1em;margin-bottom:1em\">Com \u201cHabite-me\u201d, artista integra o Ano Cultural Brasil\u2013China; programa\u00e7\u00e3o re\u00fane festivais, oficinas e masterclasses em Pequim e Xangai<\/p>\n<p>O espet\u00e1culo &#8220;Habite-me&#8221;, criado e interpretado pela atriz-marionetista Carolina Garcia Marques, chega \u00e0 China como parte da programa\u00e7\u00e3o do Ano Cultural Brasil-China. A artista representa o teatro de anima\u00e7\u00e3o brasileiro em uma agenda de apresenta\u00e7\u00f5es, oficinas e interc\u00e2mbios. A circula\u00e7\u00e3o conta com apoio da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Minist\u00e9rio da Cultura, por meio do programa Brasil Conex\u00f5es Internacionais.<\/p>\n<p>De 6 a 12 de outubro, Carolina participa do Beijing International Puppet Festival, em Pequim, com o solo e uma oficina. Na sequ\u00eancia, de 14 a 17 de outubro, integra o China Shanghai International Arts Festival (CSIAF), em Xangai. <\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o inclui ainda masterclasses de Contemporary Puppetry com Tito Lorefice, na Central Academy of Drama, em Pequim: no dia 27, para estudantes do terceiro ano, e no dia 28, para turmas do primeiro ano. &#8220;Levar &#8216;Habite-me&#8217; para a China \u00e9 perceber como essa pesquisa se transforma no encontro com outras pessoas e contextos. Representar o Brasil neste momento de aproxima\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses tem um significado especial e desperta uma vontade de aprender. Espero que a gente possa compartilhar o que faz, conhecer o que os artistas de l\u00e1 est\u00e3o criando e ampliar essas rela\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma Carolina.<\/p>\n<p>Entre os dias 7 e 18 de novembro, o espet\u00e1culo Habite-me integra a programa\u00e7\u00e3o do Daliangshan International Theater Festival, em Xichang, na China. As apresenta\u00e7\u00f5es ser\u00e3o realizadas no Teatro n\u00ba 19 (NO.19 Theater), no dia 8 de novembro, \u00e0s 14h30 e \u00e0s 19h30.<\/p>\n<p><strong>Um corpo que se transforma em cena\t<\/strong><\/p>\n<p>Em &#8220;Habite-me&#8221;, a artista se desdobra em sete personagens por meio de m\u00e1scaras, bonecos e dan\u00e7a. O espet\u00e1culo explora diferentes maneiras de ocupar o pr\u00f3prio corpo e de se relacionar com o mundo. Na linguagem do teatro de formas animadas, bonecos, m\u00e1scaras e objetos ganham vida pela atua\u00e7\u00e3o; nesta montagem, o corpo da int\u00e9rprete tamb\u00e9m se torna espa\u00e7o onde a narrativa acontece. &#8220;Habitar, para mim, come\u00e7a na forma como eu ocupo este corpo e me relaciono com aquilo que est\u00e1 ao meu redor. Depois v\u00eam a roupa, o outro, o contexto social, o planeta e o universo. O espet\u00e1culo percorre essas diferentes camadas de pertencimento&#8221;, explica Carolina.<\/p>\n<p>Com dire\u00e7\u00e3o e dramaturgia de Paulo Balardim, bonecos e m\u00e1scaras da canadense Emilie Racine e trilha sonora original do compositor belga Tuur Florizoone, a montagem constr\u00f3i imagens sobre amor, mem\u00f3ria, envelhecimento, vida e morte. A cenografia \u00e9 de Elcio Rossini, os figurinos s\u00e3o de Cris Lisot e a produ\u00e7\u00e3o executiva \u00e9 da L\u00edria Cultural.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o come\u00e7ou em 2017, durante uma resid\u00eancia de pesquisa em Montreal, realizada por meio de uma parceria entre o Festival Casteliers, o Conselho das Artes de Montreal, o bairro de Outremont e o Espa\u00e7o de Resid\u00eancia Art\u00edstica Vale Arvoredo. O processo prosseguiu no Brasil e reuniu profissionais de diferentes pa\u00edses. Estreado em 2019, &#8220;Habite-me&#8221; recebeu, em 2021, o Pr\u00eamio APTR de melhor espet\u00e1culo em formato virtual. Em 2023, integrou a mostra oficial do Festival Mundial de Teatros de Marionetes de Charleville-M\u00e9zi\u00e8res, na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Da bicicleta aos palcos internacionais<\/strong><\/p>\n<p>Carolina come\u00e7ou sua trajet\u00f3ria na periferia de Porto Alegre, onde assistiu \u00e0 primeira pe\u00e7a aos 13 anos, pela escola p\u00fablica. Sem acesso regular \u00e0 arte ou recursos para buscar forma\u00e7\u00e3o, ganhou uma bicicleta um ano depois e passou a chegar a projetos culturais, oficinas e grupos de teatro. Na escola descobriu o interesse pela cria\u00e7\u00e3o coletiva. &#8220;Percebi que o teatro reunia muitos elementos que me interessavam&#8221;, recorda.<\/p>\n<p>Aos 15 anos, ganhou um curso de teatro dos familiares e depois frequentou o \u00d3i N\u00f3is Aqui Traveiz, grupo porto-alegrense. Desde 1994, concilia atua\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o. Trabalhou em espet\u00e1culos nas escolas, integrou a primeira forma\u00e7\u00e3o do Povo da Rua e produziu festivais, como o Porto Alegre em Cena. &#8220;A produ\u00e7\u00e3o foi uma forma de sobreviver dentro do teatro, e n\u00e3o fora dele. A economia da cultura exige que a gente compreenda v\u00e1rias dimens\u00f5es do trabalho&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Essa experi\u00eancia se soma \u00e0 licenciatura em Artes C\u00eanicas e \u00e0 especializa\u00e7\u00e3o em Economia da Cultura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o no M\u00e9todo Feldenkrais, abordagem de educa\u00e7\u00e3o som\u00e1tica voltada \u00e0 percep\u00e7\u00e3o do corpo e do movimento.<\/p>\n<p><strong>O encontro com os bonecos<\/strong><\/p>\n<p>O teatro de bonecos ganhou espa\u00e7o em sua trajet\u00f3ria no encontro com o diretor e pesquisador Paulo Balardim. Durante o lan\u00e7amento de um livro sobre o tema, Carolina manipulou um boneco pela primeira vez em uma improvisa\u00e7\u00e3o, venceu o concurso realizado no encontro e foi convidada para um curso de seis meses. <\/p>\n<p>A pesquisa sobre anima\u00e7\u00e3o, movimento e mat\u00e9ria a levou \u00e0 Caixa do Elefante Teatro de Bonecos, onde participou da cria\u00e7\u00e3o de &#8220;A Tecel\u00e3&#8221;, inspirada em Marina Colasanti. Ap\u00f3s dois anos de pesquisa, a montagem circulou por seis anos, passando por festivais internacionais. Pelo trabalho, recebeu o Pr\u00eamio Braskem de melhor atriz no Porto Alegre em Cena, em 2011.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o em educa\u00e7\u00e3o som\u00e1tica ampliou essa investiga\u00e7\u00e3o. &#8220;No trabalho com bonecos, lidamos o tempo todo com gravidade, peso, calor, equil\u00edbrio e movimento. A educa\u00e7\u00e3o som\u00e1tica trouxe mais percep\u00e7\u00e3o, menos esfor\u00e7o e outra qualidade de presen\u00e7a para essa pesquisa&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Desde 2020, desenvolve &#8220;Corpo Percurso&#8221;, aproximando o teatro de luvas do corpo humano. Tamb\u00e9m articula cria\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o e rela\u00e7\u00f5es com o territ\u00f3rio como cofundadora do Espa\u00e7o de Resid\u00eancia Art\u00edstica Vale Arvoredo, no Rio Grande do Sul, e na curadoria cultural da Fazenda Tulha, entre Minas Gerais e S\u00e3o Paulo. &#8220;Tenho dificuldade de me definir porque sinto que estou sempre em processo. Uma experi\u00eancia continua na outra. O que espero \u00e9 poder contribuir, dentro do meu tamanho, para ampliar nossa rela\u00e7\u00e3o com o ambiente e com as pessoas, trazendo mais arte e mais camadas de conex\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/us-central1-pulsebrand-plataforma.cloudfunctions.net\/trackPixel?c=3986bd55-1ad7-46d8-8a43-ac0b9a6af6ae&amp;v=ab59a47e-10fd-4a2e-865c-4dc3c6446de2&amp;p=881a33ed-2087-45c5-80f1-767341edd15c\" width=\"1\" height=\"1\" alt=\"\" style=\"display:none\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com \u201cHabite-me\u201d, artista integra o Ano Cultural Brasil\u2013China; programa\u00e7\u00e3o re\u00fane festivais, oficinas e masterclasses em Pequim e Xangai<\/p>\n","protected":false},"author":3647118390,"featured_media":6992,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-6993","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6993","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3647118390"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6993"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6993\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6992"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6993"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6993"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6993"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}