{"id":6686,"date":"2026-09-24T13:47:32","date_gmt":"2026-09-24T16:47:32","guid":{"rendered":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/index.php\/2026\/09\/24\/quando-cuidar-vira-missao\/"},"modified":"2026-09-24T13:47:32","modified_gmt":"2026-09-24T16:47:32","slug":"quando-cuidar-vira-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/index.php\/2026\/09\/24\/quando-cuidar-vira-missao\/","title":{"rendered":"Quando cuidar vira Miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><b><i><span style=\"font-size:16px\" ;=\"\"><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">Como a defesa de mulheres e a conviv\u00eancia com a sa\u00fade constru\u00edram as duas grandes causas de Dra. Rosana Lara<\/span><\/span><br \/>\n<br \/><\/i><\/b><br \/><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">H\u00e1 momentos em que uma mulher entra em um escrit\u00f3rio de advocacia sem saber exatamente como explicar o que est\u00e1 vivendo. \u00c0s vezes h\u00e1 medo. Em outras, vergonha. H\u00e1 quem chegue cansada de tentar. H\u00e1 quem esteja preocupada com os filhos. E h\u00e1 aquelas que, depois de tanto tempo submetidas \u00e0 viol\u00eancia, j\u00e1 nem conseguem enxergar com clareza por onde come\u00e7ar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">Foi convivendo com hist\u00f3rias assim que Dra. Rosana Lara entendeu que exercer a advocacia, em determinados momentos, significa muito mais do que conhecer leis, prazos e processos. Significa saber ouvir. No trabalho desenvolvido por seu escrit\u00f3rio, essa ideia aparece de maneira muito clara: antes de explicar direitos ou indicar caminhos jur\u00eddicos, vem a escuta. O atendimento \u00e0s mulheres \u00e9 apresentado como um espa\u00e7o sem julgamentos, com sigilo, linguagem simples e acompanhamento ao longo do processo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">Pode parecer um detalhe mas n\u00e3o \u00e9. Para uma mulher que vive viol\u00eancia, procurar ajuda muitas vezes significa atravessar uma fronteira invis\u00edvel entre continuar suportando aquela realidade e admitir para si mesma que precisa sair dela. E \u00e9 justamente nessa fronteira que Rosana escolheu trabalhar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">A VOZ DAS SILENCIADAS<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">A viol\u00eancia dom\u00e9stica raramente come\u00e7a no momento em que algu\u00e9m procura um advogado. Quando a v\u00edtima finalmente pede ajuda, pode existir uma hist\u00f3ria anterior de medo, depend\u00eancia, amea\u00e7as, filhos envolvidos, rela\u00e7\u00f5es familiares rompidas e uma autoestima que foi sendo corro\u00edda pouco a pouco.<\/span><\/p>\n<div><span style=\"font-size: 15px;\"><br \/><\/span><\/div>\n<div>\n<figure class=\"article-media\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/painel.cenariomidia.com.br\/uploads\/20260924134337-inline-d6c5c279.jpg\" alt=\"\" style=\"max-width:100%;height:auto\"><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">Por isso, o trabalho jur\u00eddico desenvolvido por Rosana com essas mulheres n\u00e3o se limita a uma \u00fanica provid\u00eancia. Pode envolver medida protetiva e acompanhamento sob a Lei Maria da Penha, mas tamb\u00e9m div\u00f3rcio, pens\u00e3o aliment\u00edcia, guarda dos filhos e defini\u00e7\u00e3o de conviv\u00eancia. S\u00e3o quest\u00f5es diferentes no Direito, mas que, na vida real, frequentemente fazem parte da mesma hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">\u00c9 a\u00ed que a firmeza jur\u00eddica precisa conviver com outra qualidade menos encontrada nos c\u00f3digos: sensibilidade para perceber quem est\u00e1 do outro lado da mesa. Porque existe uma diferen\u00e7a enorme entre simplesmente conduzir um processo e ajudar uma pessoa a recuperar a capacidade de conduzir a pr\u00f3pria vida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">Rosana passou a acompanhar mulheres justamente em alguns dos momentos mais vulner\u00e1veis dessa travessia. Mulheres que precisavam entender seus direitos, proteger os filhos, mulheres que precisavam interromper situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia emulheres que, antes de qualquer decis\u00e3o judicial, precisavam voltar a acreditar que ainda tinham escolha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">Seu escrit\u00f3rio resume essa maneira de trabalhar em quatro palavras: escuta, sigilo, clareza e presen\u00e7a. Na pr\u00e1tica, s\u00e3o quatro palavras que dizem muito sobre a advocacia que ela decidiu exercer. A lei oferece instrumentos para interromper a viol\u00eancia mas reconstruir uma vida exige algo que senten\u00e7a alguma consegue determinar por decreto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">Exige que aquela mulher volte a se perceber como dona das pr\u00f3prias decis\u00f5es. \u00c9 por isso que algumas vit\u00f3rias n\u00e3o cabem nos autos de um processo. Est\u00e3o na mulher que volta a trabalhar. Naquela que consegue dormir sem medo. Na m\u00e3e que reorganiza a vida dos filhos. Na pessoa que recupera autonomia depois de anos acreditando que n\u00e3o conseguiria viver de outra maneira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">\u00c9 nessa dimens\u00e3o humana que a atua\u00e7\u00e3o de Rosana ganhou significado. E foi tamb\u00e9m da\u00ed que surgiu, com o tempo, algo que ela pr\u00f3pria talvez n\u00e3o tivesse planejado como destino.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">QUANDO UMA CAUSA COME\u00c7A A PEDIR MAIS ESPA\u00c7O<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">O reconhecimento desse trabalho aproximou Rosana de pessoas que passaram a enxergar nela uma possibilidade de levar essas experi\u00eancias para al\u00e9m do atendimento individual. O incentivo para entrar na vida p\u00fablica nasceu desse percurso.N\u00e3o porque a pol\u00edtica tivesse criado uma causa para ela defender. Foi o contr\u00e1rio. A causa j\u00e1 existia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">A candidatura a deputada estadual apareceu como a possibilidade de ampliar uma luta que, at\u00e9 ent\u00e3o, acontecia mulher por mulher, processo por processo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">Existe uma diferen\u00e7a importante a\u00ed. Como advogada, Rosana pode atuar quando uma mulher bate \u00e0 sua porta. Na vida p\u00fablica, passa a existir outra possibilidade: discutir pol\u00edticas capazes de alcan\u00e7ar tamb\u00e9m mulheres que ela nunca conhecer\u00e1 pessoalmente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">Transformar experi\u00eancia em preven\u00e7\u00e3o, acolhimento em pol\u00edtica p\u00fablica. E problemas que chegam individualmente ao escrit\u00f3rio em debates que precisam chegar ao Estado. Foi assim que a candidatura entrou em sua hist\u00f3ria: n\u00e3o como ponto de partida, mas como uma nova dimens\u00e3o de um trabalho que j\u00e1 estava acontecendo. E havia ainda outra parte dessa trajet\u00f3ria esperando para ganhar o mesmo espa\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">CUIDAR DE QUEM CUIDA<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">Durante mais de uma d\u00e9cada de atua\u00e7\u00e3o ligada \u00e0 \u00e1rea da sa\u00fade, Rosana conheceu outra realidade que tamb\u00e9m costuma permanecer escondida de quem observa um hospital apenas como paciente. Por tr\u00e1s de cada leito existe algu\u00e9m trabalhando. Enquanto uma fam\u00edlia espera not\u00edcias, algu\u00e9m permanece dentro da UTI. Enquanto uma cirurgia atravessa a madrugada, algu\u00e9m continua ao lado do paciente. E, muitas vezes, esse algu\u00e9m \u00e9 uma enfermeira, uma t\u00e9cnica ou uma auxiliar de enfermagem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">S\u00e3o profissionais submetidos a plant\u00f5es extensos, emerg\u00eancias, UTIs, centros cir\u00fargicos e situa\u00e7\u00f5es de grande desgaste f\u00edsico e emocional. \u00c9 justamente essa realidade que aparece como ponto de partida do programa idealizado por Rosana: Cuidar de Quem Cuida. O nome traduz uma pergunta simples, mas inc\u00f4moda: quem cuida de quem passa a vida cuidando dos outros?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">QUEM SUSTENTA O PLANT\u00c3O TAMB\u00c9M CANSA<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">A proposta de Rosana n\u00e3o nasceu apenas de uma ideia abstrata de valoriza\u00e7\u00e3o profissional. Ela parte de um problema concreto. A legisla\u00e7\u00e3o federal j\u00e1 prev\u00ea condi\u00e7\u00f5es adequadas de repouso para os profissionais de enfermagem. O desafio, portanto, \u00e9 fazer esse direito existir tamb\u00e9m no cotidiano dos hospitais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">\u00c9 da\u00ed que nasce o Programa Cuidar de Quem Cuida \u2014 Programa de Valoriza\u00e7\u00e3o, Repouso e Sa\u00fade Mental da Enfermagem de S\u00e3o Paulo. E a proposta foi pensada para sair do discurso. O primeiro passo previsto \u00e9 levantar as condi\u00e7\u00f5es existentes no complexo do Hospital das Cl\u00ednicas de S\u00e3o Paulo: quantos espa\u00e7os de repouso e descompress\u00e3o existem, quem tem acesso a eles, se atendem \u00e0s exig\u00eancias legais, quais unidades precisam de adequa\u00e7\u00e3o e se existem programas espec\u00edficos de preven\u00e7\u00e3o ao esgotamento e promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental da enfermagem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">Depois, a proposta \u00e9 iniciar ali um projeto-piloto, priorizando justamente os setores em que o desgaste tende a ser maior: pronto-socorro, emerg\u00eancia, UTIs, centros cir\u00fargicos, oncologia e \u00e1reas marcadas por plant\u00f5es prolongados ou grande carga f\u00edsica e emocional.N\u00e3o se trata apenas de colocar uma poltrona em algum canto do hospital e chamar aquilo de descanso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">O projeto prev\u00ea ambientes efetivamente destinados ao repouso e \u00e0 descompress\u00e3o, com possibilidade de reforma e adapta\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os, mobili\u00e1rio adequado, climatiza\u00e7\u00e3o, tratamento ac\u00fastico, ilumina\u00e7\u00e3o, arm\u00e1rios e estrutura para recupera\u00e7\u00e3o durante os intervalos dos plant\u00f5es. A experi\u00eancia no HC serviria posteriormente como refer\u00eancia para uma expans\u00e3o pela rede estadual.H\u00e1 ainda uma dimens\u00e3o maior.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">O projeto de lei que integra o programa prop\u00f5e diretrizes estaduais para recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica e sa\u00fade mental da enfermagem, preven\u00e7\u00e3o do esgotamento profissional, redu\u00e7\u00e3o dos riscos da fadiga e melhoria das condi\u00e7\u00f5es de trabalho. E estabelece uma rela\u00e7\u00e3o que \u00e0s vezes \u00e9 esquecida: cuidar de quem trabalha tamb\u00e9m contribui para a seguran\u00e7a de quem est\u00e1 sendo atendido. Ou seja: n\u00e3o \u00e9 benef\u00edcio para uma categoria isolada. \u00c9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de qualidade da assist\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">DUAS CAUSAS QUE, NO FUNDO, SE ENCONTRAM<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">\u00c0 primeira vista, defender uma mulher v\u00edtima de viol\u00eancia e lutar por melhores condi\u00e7\u00f5es para a enfermagem podem parecer duas hist\u00f3rias diferentes. Na trajet\u00f3ria de Rosana Lara, elas acabam se encontrando. A enfermagem \u00e9 uma profiss\u00e3o marcada por uma presen\u00e7a feminina muito expressiva. E muitas dessas mulheres passam a vida desempenhando justamente o papel que a sociedade historicamente colocou sobre seus ombros: cuidar. Cuida dos pacientes, dos filhos, da fam\u00edlia. Cuidam de pessoas que talvez nunca mais encontrem depois da alta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">Mas quem olha para elas quando o corpo chega ao limite? Quem percebe a profissional que terminou um atendimento dif\u00edcil, respirou fundo e entrou imediatamente no quarto seguinte? Quem cuida da pessoa por tr\u00e1s do uniforme? Talvez seja exatamente nesse ponto que as duas grandes causas de Rosana deixem de ser duas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">No escrit\u00f3rio, ela encontrou mulheres que precisavam recuperar seguran\u00e7a para reconstruir a pr\u00f3pria vida. Na sa\u00fade, encontrou profissionais que passam a jornada oferecendo seguran\u00e7a aos outros e que tamb\u00e9m precisam ser protegidas. Nos dois lugares existe algu\u00e9m acostumado a suportar muito antes de pedir ajuda. E talvez seja por isso que essas hist\u00f3rias tenham encontrado espa\u00e7o na mesma trajet\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">DA ESCUTA \u00c0 VIDA P\u00daBLICA<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">Rosana Lara chega \u00e0 disputa por uma cadeira de deputada estadual carregando essas experi\u00eancias. Seria f\u00e1cil contar essa hist\u00f3ria ao contr\u00e1rio e fazer parecer que as causas nasceram depois da candidatura. Mas a cronologia importa. Primeiro vieram as pessoas. Depois vieram as causas. S\u00f3 ent\u00e3o veio a pol\u00edtica. A advocacia colocou Rosana diante de mulheres que precisavam ser ouvidas e defendidas. A experi\u00eancia na sa\u00fade mostrou a realidade de profissionais que passam a vida cuidando dos outros e nem sempre encontram estrutura para cuidar de si mesmos. A pol\u00edtica apareceu depois, como possibilidade de aumentar a escala dessas respostas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">Isso n\u00e3o significa que uma candidatura transforme automaticamente inten\u00e7\u00e3o em resultado. A vida p\u00fablica exige debate, constru\u00e7\u00e3o, fiscaliza\u00e7\u00e3o, or\u00e7amento, negocia\u00e7\u00e3o e capacidade de transformar propostas em pol\u00edticas efetivas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">Mas explica por que Rosana decidiu estar ali. Ela n\u00e3o abandona a advocacia para entrar em outra hist\u00f3ria. Leva para a vida p\u00fablica a hist\u00f3ria que j\u00e1 vinha construindo. E, quando se olha para as duas pontas dessa trajet\u00f3ria, talvez exista uma palavra capaz de uni-las melhor do que qualquer outra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">Cuidado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:15px\" ;=\"\">N\u00e3o o cuidado entendido como fragilidade. O cuidado que escuta quando algu\u00e9m est\u00e1 com medo. Que conhece a lei quando \u00e9 preciso proteger. Que tem firmeza quando \u00e9 necess\u00e1rio enfrentar. Que olha para uma profissional exausta e reconhece que ela tamb\u00e9m tem limites. E que entende que dignidade n\u00e3o deveria come\u00e7ar apenas depois que algu\u00e9m chega ao extremo. No escrit\u00f3rio ou no hospital, diante de uma mulher v\u00edtima de viol\u00eancia ou de uma profissional depois de horas de plant\u00e3o, a pergunta que atravessa a trajet\u00f3ria de Rosana Lara parece ser a mesma. quem est\u00e1 cuidando de quem passou tanto tempo cuidando, suportando e lutando pelos outros? \u00c9 essa pergunta que ela agora leva para a vida p\u00fablica.<\/span><br \/>\n<!--\/data\/user\/0\/com.samsung.android.app.notes\/files\/clipdata\/clipdata_bodytext_260924_134251_037.sdocx--><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como a defesa de mulheres e a conviv\u00eancia com a sa\u00fade constru\u00edram as duas grandes causas de Dra. 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