{"id":5671,"date":"2026-07-20T18:37:21","date_gmt":"2026-07-20T21:37:21","guid":{"rendered":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/index.php\/2026\/07\/20\/share-of-model-a-metrica-que-mede-a-presenca-da-sua-marca-nas-ias\/"},"modified":"2026-07-20T18:37:21","modified_gmt":"2026-07-20T21:37:21","slug":"share-of-model-a-metrica-que-mede-a-presenca-da-sua-marca-nas-ias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/index.php\/2026\/07\/20\/share-of-model-a-metrica-que-mede-a-presenca-da-sua-marca-nas-ias\/","title":{"rendered":"Share of Model: a m\u00e9trica que mede a presen\u00e7a da sua marca nas IAs"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-style:italic;font-size:1.1em;margin-bottom:1em\">A pergunta que orienta or\u00e7amento de marketing em 2026 deixou de ser quantas pessoas viram a sua marca. Passou a ser com que frequ\u00eancia as intelig\u00eancias artificiais a recomendam. A m\u00e9trica que responde a isso tem nome, e ainda carecia de uma defini\u00e7\u00e3o consolidada em portugu\u00eas<\/p>\n<p><a rel=\"nofollow\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/valor.globo.com\/patrocinado\/pulse-brand\/noticia\/2026\/01\/20\/share-of-model-como-a-reputacao-passa-a-ser-medida-tambem-pelos-modelos-de-ia-1.ghtml\">Share of Model \u00e9 a m\u00e9trica que mede com que frequ\u00eancia, em que posi\u00e7\u00e3o e com que qualidade uma marca \u00e9 citada ou recomendada pelas intelig\u00eancias artificiais generativas,<\/a> como ChatGPT, Gemini e Perplexity, em compara\u00e7\u00e3o com os concorrentes da sua categoria. Em portugu\u00eas, \u00e9 a fatia de presen\u00e7a que a marca ocupa dentro das respostas que as IAs entregam quando algu\u00e9m pergunta sobre o mercado dela.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a que torna essa m\u00e9trica necess\u00e1ria \u00e9 de comportamento. Quando a pessoa deixa de percorrer uma lista de links e passa a receber uma resposta \u00fanica, com um punhado de marcas citadas, a disputa deixa de ser por posi\u00e7\u00e3o na p\u00e1gina e passa a ser por presen\u00e7a dentro da resposta.<\/p>\n<p><strong>Como o termo surgiu<\/strong><\/p>\n<p>A express\u00e3o foi proposta pelo estrategista Tom Roach em artigo publicado na revista brit\u00e2nica Marketing Week, em julho de 2024. Na formula\u00e7\u00e3o original, <a rel=\"nofollow\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pulsebrand.io\/recursos\/share-of-model\">Share of Model <\/a>\u00e9 o n\u00famero de men\u00e7\u00f5es a uma marca feitas por um ou mais modelos de linguagem, como propor\u00e7\u00e3o do total de men\u00e7\u00f5es a marcas da mesma categoria.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, o conceito ganhou tra\u00e7\u00e3o fora do meio publicit\u00e1rio. Escolas de neg\u00f3cios passaram a trat\u00e1-lo em suas publica\u00e7\u00f5es, e surgiram ferramentas comerciais dedicadas a medi-lo. O que ainda n\u00e3o existia era uma defini\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia em portugu\u00eas, escrita para o mercado brasileiro.<\/p>\n<p><strong>Share of Model \u00e9 a mesma coisa que Share of Voice?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o. E a confus\u00e3o entre os dois conceitos \u00e9 comum a ponto de aparecer nas pr\u00f3prias respostas autom\u00e1ticas do Google: em consultas sobre otimiza\u00e7\u00e3o para intelig\u00eancia artificial, o resumo gerado chega a descrever as m\u00e9tricas do setor como &#8220;cota de voz dentro de modelos de IA&#8221;, misturando os dois conceitos.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a \u00e9 de natureza, n\u00e3o de grau. O Share of Voice mede presen\u00e7a num universo de ve\u00edculos e investimento de m\u00eddia: quanto do barulho da categoria era sobre a sua marca. O Share of Model mede presen\u00e7a dentro de uma resposta sintetizada por uma m\u00e1quina. No primeiro caso, a aten\u00e7\u00e3o se distribui entre muitos pontos de contato, e aparecer em segundo ou terceiro lugar ainda vale. No segundo, existe uma resposta s\u00f3. Quem n\u00e3o est\u00e1 nela n\u00e3o disputa coloca\u00e7\u00e3o: fica de fora.<\/p>\n<p><strong>O que a m\u00e9trica mede, na pr\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p>Contar men\u00e7\u00f5es n\u00e3o basta. Uma leitura \u00fatil de Share of Model observa tr\u00eas sinais em cada resposta:<\/p>\n<p><strong>Men\u00e7\u00e3o: <\/strong>a marca aparece ou n\u00e3o na resposta.<\/p>\n<p><strong>Posi\u00e7\u00e3o: <\/strong>ela surge como primeira recomenda\u00e7\u00e3o ou no fim de uma lista.<\/p>\n<p><strong>Sentimento: <\/strong>a IA descreve a marca de forma favor\u00e1vel, neutra ou reticente.<\/p>\n<p>Uma marca citada em primeiro lugar e com elogio ocupa uma fatia maior do que outra citada em quinto de forma neutra, ainda que as duas tenham sido mencionadas. Por isso, a medi\u00e7\u00e3o pondera posi\u00e7\u00e3o e sentimento em vez de apenas somar apari\u00e7\u00f5es. E, como a resposta de uma IA varia entre execu\u00e7\u00f5es, uma leitura \u00fanica n\u00e3o \u00e9 confi\u00e1vel: \u00e9 preciso repetir a consulta algumas vezes e trabalhar com a mediana, n\u00e3o com o melhor resultado.<\/p>\n<p><strong>Por que a defini\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas importa agora<\/strong><\/p>\n<p>O mercado brasileiro discute o tema com vocabul\u00e1rio emprestado. A maior parte do material de refer\u00eancia sobre Share of Model est\u00e1 em ingl\u00eas, e as respostas que as IAs d\u00e3o em portugu\u00eas recorrem com frequ\u00eancia a fontes estrangeiras para definir o conceito.<\/p>\n<p>Isso abre uma janela. A marca que estabelecer a defini\u00e7\u00e3o brasileira, de forma clara, verific\u00e1vel e f\u00e1cil de citar, tende a se tornar a fonte que os modelos usam quando algu\u00e9m pergunta em portugu\u00eas. \u00c9 a mec\u00e2nica do Share of Model aplicada a si mesma.<\/p>\n<p><strong>Como uma marca melhora o pr\u00f3prio Share of Model<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 atalho de palavra-chave. Os fatores que aparecem de forma consistente nas orienta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas sobre otimiza\u00e7\u00e3o para motores generativos s\u00e3o quatro: presen\u00e7a em fontes de terceiros com credibilidade reconhecida, dados verific\u00e1veis com origem declarada, estrutura de texto que permita extrair trechos com sentido completo, e consist\u00eancia da marca como entidade identific\u00e1vel em v\u00e1rios pontos da web.<\/p>\n<p>Traduzindo: a intelig\u00eancia artificial cita quem outras fontes confi\u00e1veis j\u00e1 citaram. \u00c9 tamb\u00e9m por isso que a medi\u00e7\u00e3o precisa vir antes da produ\u00e7\u00e3o. Sem saber em quais perguntas do mercado a marca j\u00e1 aparece, e em quais est\u00e1 ausente, qualquer esfor\u00e7o de conte\u00fado vira aposta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/us-central1-pulsebrand-plataforma.cloudfunctions.net\/trackPixel?c=cb1133bd-0c8e-47f6-a54d-89feb094c814&amp;v=e5edc289-24c5-41ca-8063-b2fb76dc2765&amp;p=881a33ed-2087-45c5-80f1-767341edd15c\" width=\"1\" height=\"1\" alt=\"\" style=\"display:none\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pergunta que orienta or\u00e7amento de marketing em 2026 deixou de ser quantas pessoas viram a sua marca. Passou a ser com que frequ\u00eancia as intelig\u00eancias artificiais a recomendam. 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