{"id":4652,"date":"2026-03-05T13:37:46","date_gmt":"2026-03-05T16:37:46","guid":{"rendered":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/?p=4652"},"modified":"2026-03-05T13:37:48","modified_gmt":"2026-03-05T16:37:48","slug":"pmma-dr-eduardo-costa-defende-regulacao-e-alerta-contra-proibicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/index.php\/2026\/03\/05\/pmma-dr-eduardo-costa-defende-regulacao-e-alerta-contra-proibicao\/","title":{"rendered":"PMMA: Dr. Eduardo Costa defende regula\u00e7\u00e3o e alerta contra proibi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>M\u00e9dico e pesquisador diz que o risco est\u00e1 no uso sem controle e na clandestinidade, n\u00e3o no pol\u00edmero em si. Prop\u00f5e venda restrita, capacita\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria e protocolos oficiais para reduzir eventos adversos e preservar indica\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>O debate sobre o polimetilmetacrilato, o PMMA, voltou ao centro das discuss\u00f5es em Bras\u00edlia em meio a propostas de restri\u00e7\u00e3o ou proibi\u00e7\u00e3o do produto. Para o m\u00e9dico e pesquisador Dr. Eduardo Luiz da Costa (m\u00e9dico &#8211; CRM:DF 91999), que estuda o material h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas, a resposta regulat\u00f3ria n\u00e3o deve ser o banimento, e sim um modelo de controle de acesso e qualifica\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Segundo Costa, a deteriora\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica sobre o PMMA decorre de um conjunto de fatores que inclui banaliza\u00e7\u00e3o do uso, aplica\u00e7\u00e3o fora de protocolos cient\u00edficos, adultera\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o de profissionais sem capacita\u00e7\u00e3o adequada. <\/p>\n\n\n\n<p><br>\u201cO PMMA n\u00e3o mata ningu\u00e9m. Quem mata s\u00e3o os profissionais ou at\u00e9 pessoas sem qualquer forma\u00e7\u00e3o, que conseguem acesso ao produto e se prop\u00f5em a utiliz\u00e1-lo sem o preparo e conhecimento necess\u00e1rio\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><br>O pesquisador sustenta que o PMMA, por ser permanente, exige um padr\u00e3o de governan\u00e7a superior ao aplicado a injet\u00e1veis tempor\u00e1rios. Ele cita que o material est\u00e1 registrado na Anvisa h\u00e1 mais de 20 anos e que a classifica\u00e7\u00e3o de risco mais elevada imp\u00f5e t\u00e9cnica rigorosa, rastreabilidade e acompanhamento. No argumento de Costa, a discuss\u00e3o regulat\u00f3ria deveria migrar do \u201cproibir ou liberar\u201d para um desenho de mercado que reduza incentivos \u00e0 informalidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"939\" height=\"902\" src=\"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot_20260305_122136_Samsung-Internet.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4654\" srcset=\"https:\/\/vitrinedafama.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot_20260305_122136_Samsung-Internet.jpg 939w, https:\/\/vitrinedafama.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot_20260305_122136_Samsung-Internet-300x288.jpg 300w, https:\/\/vitrinedafama.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot_20260305_122136_Samsung-Internet-768x738.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 939px) 100vw, 939px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Dr. Eduardo Costa (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br>No centro da proposta est\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de um regime de venda restrita. A aquisi\u00e7\u00e3o do produto seria condicionada \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o de capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, mentoria de longo prazo e ado\u00e7\u00e3o de protocolos padronizados. A l\u00f3gica, diz ele, \u00e9 semelhante a mecanismos usados para reduzir assimetria de informa\u00e7\u00e3o e limitar o acesso a produtos de maior risco a agentes habilitados.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Costa tamb\u00e9m critica compara\u00e7\u00f5es simplistas entre PMMA e \u00e1cido hialur\u00f4nico. Na vis\u00e3o dele, eventos graves em procedimentos injet\u00e1veis t\u00eam forte rela\u00e7\u00e3o com falhas de t\u00e9cnica e seguran\u00e7a, como inje\u00e7\u00e3o intravascular e problemas de assepsia, e n\u00e3o apenas com a \u201cmarca\u201d do produto. Defende ainda o uso de instrumentos e pr\u00e1ticas que reduzam risco, como microc\u00e2nulas, dentro de uma abordagem de protocolo.<\/p>\n\n\n\n<p><br>A discuss\u00e3o ganha dimens\u00e3o econ\u00f4mica ao considerar dois efeitos colaterais de uma eventual proibi\u00e7\u00e3o. O primeiro seria o deslocamento da demanda para o mercado clandestino, com risco de repeti\u00e7\u00e3o de casos j\u00e1 conhecidos na est\u00e9tica, como uso de silicone industrial e \u00f3leos minerais. O segundo seria o impacto sobre pacientes com indica\u00e7\u00f5es reparadoras, como reconstru\u00e7\u00f5es e sequelas, al\u00e9m de aplica\u00e7\u00f5es em contextos espec\u00edficos do SUS, em especial em ambulat\u00f3rios de infectologia, segundo o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Na avalia\u00e7\u00e3o de Costa, a agenda p\u00fablica tem uma escolha de pol\u00edtica regulat\u00f3ria. \u201cProibir um produto \u00e9 mais f\u00e1cil do que reeducar m\u00e9dicos?\u201d, questiona. Para ele, a resposta passa por refor\u00e7ar fiscaliza\u00e7\u00e3o, criar protocolos oficiais e estabelecer um modelo de qualifica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria que transforme o uso do PMMA em pr\u00e1tica de alta exig\u00eancia t\u00e9cnica, reduzindo risco ao paciente e inibindo aventureirismo. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e9dico e pesquisador diz que o risco est\u00e1 no uso sem controle e na clandestinidade, n\u00e3o no pol\u00edmero em si. 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