Com auxílio de uma câmera, a técnica atua no terço superior (testa e sobrancelhas) e no terço médio (região abaixo dos olhos e maçãs do rosto), por pequenas incisões dentro do couro cabeludo
O rejuvenescimento facial envolve mais do que cuidar da pele. Com o passar dos anos, os tecidos podem mudar de posição, modificando o desenho das sobrancelhas, o contorno das maçãs do rosto e a expressão do olhar. Para pacientes com indicação, o lifting endoscópico dos terços superior e médio da face permite tratar essas regiões em conjunto, por acessos que podem ficar exclusivamente dentro do couro cabeludo.
“A proposta é avaliar o rosto como um conjunto. A posição das sobrancelhas e das maçãs do rosto influencia a expressão facial, e o reposicionamento desses tecidos pode proporcionar uma aparência mais descansada e harmoniosa”, explica o cirurgião plástico Dr. Marcelo Moreira.
Quais regiões a cirurgia trata?
O terço superior da face corresponde à região entre a linha de implantação dos cabelos e as sobrancelhas, abrangendo a testa e as sobrancelhas. Já o terço médio se estende da região das sobrancelhas até a base do nariz, incluindo a área abaixo dos olhos e as maçãs do rosto.
Nessas regiões, o lifting endoscópico permite trabalhar a elevação das sobrancelhas e o reposicionamento dos tecidos das maçãs do rosto, conforme as necessidades de cada paciente.
“O planejamento busca valorizar o olhar e recuperar o posicionamento dos tecidos das maçãs do rosto. Cada movimento deve respeitar as proporções e as características da pessoa”, afirma o médico.
A tecnologia por trás da técnica
O endoscópio é um instrumento fino equipado com câmera e iluminação. Introduzido por pequenas incisões no couro cabeludo, ele transmite imagens para um monitor, permitindo ao cirurgião visualizar os planos profundos durante o procedimento. Instrumentos específicos são utilizados para mobilizar e reposicionar os tecidos.
“A câmera nos permite acompanhar as estruturas abaixo da pele e auxilia a execução da cirurgia. É um recurso que combina visualização dos tecidos com acessos pequenos”, esclarece Dr. Marcelo.
A abordagem endoscópica pela região temporal pode permitir o tratamento do terço médio sem incisões na pele das pálpebras inferiores. Quando associada ao lifting da região superior, possibilita um planejamento integrado para o olhar e as maçãs do rosto.
Cicatrizes somente dentro do couro cabeludo
Na abordagem com acessos exclusivamente pelo couro cabeludo, as cicatrizes ficam entre os cabelos, sem incisões na pele do rosto. Os fios ajudam a camuflá-las, tornando-as geralmente pouco perceptíveis no dia a dia. A possibilidade de utilizar apenas esses acessos depende da indicação e do planejamento cirúrgico.
“Um dos atrativos dessa abordagem é realizar o reposicionamento dos tecidos com incisões escondidas dentro do couro cabeludo. Isso permite tratar regiões importantes para a expressão facial mantendo as cicatrizes camufladas pelos cabelos”, destaca o especialista.
Naturalidade como objetivo
O resultado desejado é definido a partir da anatomia, da posição dos tecidos e das expectativas de cada paciente. A avaliação ajuda a identificar quais regiões precisam ser tratadas e se há indicação de procedimentos complementares.
“Buscamos um rejuvenescimento que preserve a identidade. A pessoa deve continuar reconhecendo seus traços, com uma expressão mais descansada e um resultado em harmonia com seu rosto”, explica Dr. Marcelo.
Como é a retomada da rotina?
A recuperação é acompanhada em consultas, com orientações individualizadas para a retomada das atividades. O prazo depende da extensão do lifting e da associação com outras cirurgias. Atividades leves podem ser retomadas antes dos exercícios e dos esforços físicos, sempre conforme a liberação do médico.
“Organizamos essa retomada de acordo com a evolução de cada paciente. O acompanhamento permite orientar os cuidados e avaliar a acomodação dos tecidos ao longo da recuperação”, afirma o cirurgião.
Uma avaliação que considera o rosto inteiro
A consulta é o primeiro passo para entender o que o lifting endoscópico pode oferecer. Nela, são avaliados a qualidade da pele, a posição das sobrancelhas e das maçãs do rosto, as condições de saúde e os cuidados envolvidos na cirurgia.
“A tecnologia amplia nossas possibilidades, mas o planejamento individual continua sendo essencial. O objetivo é escolher a abordagem que melhor valorize as características de cada paciente”, conclui Dr. Marcelo Moreira.

