Menor fee nem sempre garante viagem corporativa mais barata, aponta Loupit

Estudo envolvendo 153 empresas identificou que, em 39% das cotações, a agência com menor fee não oferecia o menor preço final. Pesquisa também apontou diferenças de preços de 32% entre agências

Estudo envolvendo 153 empresas identificou que, em 39% das cotações, a agência com menor fee não oferecia o menor preço final. Pesquisa também apontou diferenças de preços de 32% entre agências

A menor taxa de serviço nem sempre corresponde à viagem corporativa mais econômica. Um estudo realizado pela travel tech Loupit, entre 1º de agosto e 30 de setembro de 2026, envolvendo 153 empresas, identificou que, em 39% das cotações analisadas, a agência com menor fee não apresentava o menor preço final.

O levantamento também apontou diferenças de preços de 32% entre as agências comparadas, reforçando a importância de avaliar a tarifa da viagem junto à taxa de serviço e às condições da oferta.

O fee remunera o serviço da agência e integra o custo da compra. Entretanto, utilizar essa cobrança como principal critério de contratação pode deixar em segundo plano o preço da passagem aérea ou da hospedagem.

Mesmo inventário, preços diferentes

Segundo o estudo, 83% das pesquisas apresentavam o mesmo inventário e os mesmos resultados entre as agências, com diferenças apenas nos preços.

O resultado indica que encontrar as mesmas opções de voos e hotéis não significa receber propostas financeiramente equivalentes. Mesmo quando as alternativas disponíveis são iguais, comparar o valor final pode revelar oportunidades de economia.

Para departamentos de compras e gestores de viagens, o dado reforça a necessidade de acompanhar os preços efetivamente oferecidos durante a operação, além das condições negociadas na contratação da agência.

Parte das opções apareceu em apenas uma agência

Em 17% das pesquisas, uma ou mais opções de passagens aéreas ou hotéis foram encontradas em apenas uma das agências comparadas.

Entre essas opções exclusivas, 68% correspondiam a hotéis em cidades com menos de 100 mil habitantes.

A concentração chama atenção para os desafios de distribuição da hotelaria em municípios menores. Na avaliação da Loupit, o resultado sugere limitações de integração tecnológica e de acesso a canais de distribuição nessas localidades. O levantamento, isoladamente, porém, não determina a causa das diferenças de disponibilidade.

Para empresas com viagens a unidades industriais, obras, operações agrícolas e localidades fora dos grandes centros, a cobertura de conteúdo pode ser tão relevante quanto o preço. Uma busca sem resultados em determinada agência não significa, necessariamente, ausência de hospedagem no destino.

Comparação precisa considerar o custo total

Para Patrick Tytgadt, CEO da Loupit e especialista em Travel Tech, a comparação deve considerar o valor completo da compra.

“Escolher uma agência apenas pelo menor fee é como comprar uma geladeira olhando somente o preço do frete. Uma loja pode cobrar R$ 10 pela entrega e R$ 1.100 pelo produto, enquanto outra cobra R$ 20 pela entrega e R$ 1.000 pela mesma geladeira. Na segunda opção, o frete é duas vezes maior, mas a compra custa R$ 90 a menos”, explica Tytgadt.

Nas viagens corporativas, a lógica é semelhante. Uma passagem de R$ 1.100, com fee de R$ 10, totaliza R$ 1.110. Outra proposta, com passagem de R$ 1.000 e fee de R$ 20, custa R$ 1.020. O menor fee, portanto, não garante o menor custo final.

“Quando a taxa representa uma pequena parcela da compra, concentrar toda a negociação nela é como observar a formiga enquanto o elefante passa despercebido. A formiga representa o fee; o elefante, o valor da passagem ou da hospedagem. Ambos precisam ser avaliados, com atenção proporcional ao seu impacto no gasto total”, afirma o CEO da Loupit.

Os valores são ilustrativos e não integram os resultados do estudo. Eles demonstram como uma diferença na tarifa pode superar a economia obtida na taxa de serviço.

A comparação também exige atenção às condições da oferta, incluindo bagagem, regras de alteração e cancelamento, categoria de quarto, serviços incluídos e forma de pagamento. Uma oferta só pode ser avaliada adequadamente quando essas características estão claras.

Marketplace amplia a comparação entre fornecedores

A Loupit é uma plataforma de gestão de viagens e despesas corporativas que adota um modelo de marketplace. A empresa cliente pode escolher até três agências para atender sua operação e comparar suas ofertas dentro da mesma plataforma, mantendo políticas de viagens, aprovações e informações de gestão centralizadas.

O modelo amplia o poder de comparação do cliente em dois níveis. No primeiro, a empresa compara preços, disponibilidade e condições oferecidas pelas agências habilitadas. No segundo, cada agência utiliza a mesma inteligência de busca para comparar sistematicamente ofertas em mais de 150 sites e fornecedores globais.

Com três agências, esse alcance pode representar mais de 450 consultas a fontes de ofertas, com um simples clique, em segundos. Como as agências podem acessar fornecedores em comum, mas com negociações de preços e prazos de pagamento diferentes, esse número representa o potencial de consultas combinadas, e não necessariamente 450 sites ou fornecedores distintos.

Essa combinação amplia o inventário disponível e reduz a necessidade de consultas manuais em diferentes canais. O cliente passa a comparar propostas de agências que, por sua vez, já comparam múltiplas fontes de conteúdo.

A lógica é simples: mais inventário e menos processos manuais ampliam a competição e favorecem melhores preços. A comparação também aumenta a possibilidade de encontrar opções adequadas à política de viagens, inclusive em destinos com oferta mais restrita.

Os resultados do estudo reforçam a importância desse modelo: além das diferenças de preços, parte das opções de voos e hotéis apareceu em apenas uma das agências comparadas. Para a empresa, ampliar a busca significa ter mais alternativas para decidir com base no custo total e nas necessidades de cada viagem.

Entre as agências usuárias da Loupit estão a Uniglobe Pro e a Travel Manager AI. Ambas contam com o serviço da América BPO para atendimento emergencial 24 horas, complementando a operação com suporte aos viajantes em situações que exigem assistência.

Inteligência artificial amplia as possibilidades de gestão de viagens corporativas

A inteligência artificial acrescenta uma nova forma de pesquisar e gerenciar viagens corporativas: o usuário pode solicitar opções em linguagem natural, comparar propostas e consultar regras da empresa durante uma conversa.

A Loupit integra sua plataforma a aplicativos de inteligência artificial, como ChatGPT, Claude, Gemini e Copilot, permitindo levar a comparação entre agências para esse ambiente. A proposta é facilitar a análise do preço final, das condições das ofertas e da adequação à política de viagens.

“Invertemos a lógica: em vez de trazer a inteligência artificial para dentro do aplicativo do OBT, trouxemos o OBT para dentro do aplicativo de inteligência artificial”, afirma Patrick Tytgadt, CEO da Loupit e especialista em Travel Tech.

Leonardo Crispim, CTO da Loupit, também integra a liderança da travel tech, que reúne o marketplace de agências e os recursos de gestão de viagens e despesas no ambiente dos aplicativos de inteligência artificial.

O OBT, sigla para Online Booking Tool, é a ferramenta utilizada pelas empresas para pesquisar e reservar viagens corporativas. Na abordagem da Loupit, seus recursos passam a ser acessados durante uma conversa com a IA.

Os resultados do levantamento reforçam a importância de conectar a IA a diferentes fontes de conteúdo. Se preços e disponibilidade variam entre agências, a qualidade da recomendação depende também das opções às quais a ferramenta tem acesso.

Além da compra, a integração permite realizar a prestação de contas diretamente no aplicativo de inteligência artificial utilizado pelo colaborador, aproximando a gestão das despesas da rotina de quem viaja.

Para departamentos de compras e gestores de viagens, essa evolução abre espaço para dedicar mais atenção à análise dos gastos, à negociação com fornecedores e às oportunidades de economia, com políticas e aprovações orientando a operação.

O que avaliar na contratação de viagens corporativas

Uma comparação de fornecedores deve observar:

Custo total: tarifa, fee e cobranças adicionais aplicáveis;

Condições equivalentes: bagagem, regras tarifárias e serviços incluídos;

Cobertura de conteúdo: disponibilidade de voos e hotéis, inclusive fora dos grandes centros;

Atendimento: cobertura, canais e suporte em situações emergenciais;

Pagamento: prazo, modalidade e condições de faturamento;

Gestão: políticas, aprovações e visibilidade dos gastos.

O menor fee pode fazer parte da proposta mais econômica. Para confirmar isso, é preciso comparar o preço final e as condições da viagem.

Sobre o levantamento

O estudo foi realizado pela travel tech Loupit entre 1º de agosto e 30 de setembro de 2026, envolvendo 153 empresas, e analisou cotações de passagens aéreas e hotéis entre agências.

Os resultados se referem à amostra analisada e não devem ser interpretados como uma estimativa de todo o mercado brasileiro.

Sobre a Loupit

A Loupit é a maior travel tech de gestão de viagens e despesas corporativas com marketplace. Seu ecossistema permite que empresas escolham até três agências, comparem ofertas e centralizem políticas, aprovações e informações de gestão em uma mesma plataforma. A solução também permite utilizar inteligência artificial via ChatGPT, Claude, Gemini e Copilot para pesquisar e gerenciar viagens, comparar ofertas, consultar políticas e realizar a prestação de contas.

Mais informações: loupit.com.

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