Ratabana: Dakila Pesquisas mapeia estruturas na Amazônia

Pesquisa relaciona formações geométricas, galerias subterrâneas e inscrições rupestres à hipótese de uma antiga cidade amazônica.

Ratabana e a pesquisa da Dakila

A Dakila Pesquisas divulgou informações sobre investigações realizadas em diferentes regiões da Amazônia relacionadas a Ratabana, também referida pelo grupo como Ratanabá. Segundo os pesquisadores, a área reuniria estruturas monumentais, possíveis redes subterrâneas e inscrições em rochas que poderiam estar ligadas a uma antiga civilização denominada “MURIL”.

O material divulgado descreve o uso de tecnologias de mapeamento e investigação geofísica, incluindo LiDAR, empregado para identificar características da superfície terrestre, e GPR (radar de penetração no solo), utilizado na investigação de estruturas e anomalias subterrâneas.

Ratabana: mapeamento e estruturas subterrâneas

De acordo com a equipe, o levantamento com LiDAR teria revelado formações geométricas, alinhamentos e estruturas que os pesquisadores interpretam como possíveis ruas, quadras e construções encobertas pela vegetação.

A equipe também relata ter investigado cursos de água que desaparecem em determinados pontos do terreno. Nessas áreas, afirma ter identificado, por meio de levantamentos com GPR, possíveis galerias subterrâneas.

Conforme as informações divulgadas, algumas dessas estruturas teriam cerca de 15 metros de largura, quatro metros de altura e mais de um quilômetro de extensão, além de conexões com outras passagens.


O grupo também menciona formações espiraladas próximas às extremidades de quadras mapeadas, com diâmetros estimados entre oito e 48 metros.

As dimensões e a interpretação dessas estruturas são atribuídas à equipe e dependem de documentação técnica e verificação independente.

Ratabana e os relatos sobre esqueletos e crânios


O material da Dakila também menciona supostos achados de esqueletos descritos pelos pesquisadores como pertencentes a indivíduos gigantes, além de crânios com formatos considerados incomuns.

A identificação, a origem e as características de possíveis restos humanos exigem documentação dos locais de descoberta, análises laboratoriais e avaliação por especialistas independentes. Até que essas etapas sejam apresentadas e verificadas, os relatos não comprovam a existência de uma população de gigantes.

Ratabana: regiões citadas na Amazônia

A Dakila Pesquisas afirma ter identificado possíveis estruturas e sítios em diferentes localidades do Norte e de outras áreas do Brasil.

Entre os municípios e regiões citados estão Manaus, São Gabriel da Cachoeira, Apuí e Lábrea, no Amazonas; Costa Marques e São Miguel do Guaporé, em Rondônia; Vista Alegre do Abunã; além de áreas de Roraima e Amapá.

O grupo relaciona suas investigações a possíveis cidades que classifica como “pré-diluvianas” e “medievais”, interpretações que integram sua hipótese sobre a história da região.

O presidente da Dakila Pesquisas, Urandir Fernandes de Oliveira, destacou a importância que atribui aos achados e afirmou que as estruturas identificadas representariam sítios arqueológicos. O material também menciona possíveis embarcações naufragadas e relíquias históricas nas proximidades das áreas investigadas.

Ratabana e os petróglifos da Pedra Preta

As investigações incluem inscrições rupestres, conhecidas como petróglifos. Segundo a equipe, alguns desenhos poderiam representar mapas ou elementos relacionados às estruturas atribuídas a Ratabana.

Um dos locais citados é a Pedra Preta, em Paranaíta, no Mato Grosso. Os pesquisadores afirmam ter observado inscrições que apresentariam semelhanças com quadras e formas de seus mapeamentos digitais.

O grupo também menciona uma ferramenta denominada “Cavital”, que, segundo sua interpretação, teria sido utilizada para produzir inscrições em diferentes superfícies. A relação entre esses registros rupestres e uma antiga civilização requer estudos arqueológicos, datações e análises comparativas.

Ratabana: o que dizem os métodos científicos

Tecnologias como LiDAR e GPR podem ajudar a localizar características do terreno e anomalias subterrâneas. No entanto, esses instrumentos, isoladamente, não comprovam que as estruturas detectadas sejam construções humanas, nem determinam sua idade ou origem.

Para que a interpretação de Ratabana seja avaliada pela comunidade arqueológica, são necessários dados técnicos verificáveis, localização precisa dos achados, métodos de datação, estudos publicados e avaliações independentes.

Até o momento, a hipótese apresentada pela Dakila Pesquisas não constitui uma descoberta arqueológica amplamente reconhecida pela comunidade científica.
Saiba mais: acesse o site da Dakila Pesquisas para consultar os materiais divulgados pela equipe.

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