À frente da FME Management, Fabio Aquino consolida uma metodologia própria que desenvolve projetos, realiza estudos de viabilidade e entrega modelagens completas de PPPs, concessões e contratos de gestão. Com mais de 20 anos de experiência executiva no setor privado de saúde e alto rendimento esportivo, e formação acadêmica densa, ele construiu uma das poucas boutiques brasileiras dedicadas exclusivamente a profissionalizar o modo como o Estado contrata
Em um país onde a maior parte das prefeituras ainda contrata consultorias para escrever editais a peso, raros são os empresários que conseguem traduzir a complexidade do setor público em projetos efetivamente executáveis. Fabio Aquino, fundador e CEO da FME Management, é uma dessas exceções. Sob seu comando, a empresa se firmou como uma boutique de desenvolvimento e modelagem de projetos voltada exclusivamente ao poder público, com atuação concentrada em Parcerias Público-Privadas, concessões administrativas, contratos de gestão via Organizações Sociais e estruturação econômico-financeira de ativos municipais.
A escolha pelo nicho não foi acidental. Aquino chegou à consultoria pública depois de mais de duas décadas como executivo do setor privado de saúde e alto rendimento esportivo, comandando operações de excelência em São Paulo. Foi essa vivência que lhe deu o ângulo incomum a partir do qual ele enxerga políticas públicas: pela ótica de quem entende, ao mesmo tempo, gestão, finanças, saúde e desempenho humano.
“O setor público brasileiro não sofre por falta de recursos. Sofre por falta de modelagem inteligente.”
Do setor privado à fronteira pública
Antes de fundar a FME Management, Aquino construiu uma trajetória executiva sólida no setor privado, estruturando operações premium em saúde e performance esportiva. Foram mais de 20 anos de comando direto de equipes multidisciplinares, gestão de operações complexas e desenvolvimento de protocolos próprios. Esse percurso lhe ensinou, na prática, o que separa uma operação de excelência de uma operação comum.
Ao mergulhar no cotidiano de uma estrutura privada de ponta, Aquino começou a enxergar, com clareza incomum, o tamanho da lacuna entre o que o setor privado entregava de melhor e o que o poder público brasileiro oferecia à população. A diferença não era de recurso. Era de método. “Enxerguei que o setor público brasileiro tinha um problema de engenharia de projeto, não de orçamento. E isso me convenceu de que havia um espaço enorme para uma consultoria que entregasse projeto inteiro, e não apenas pedaços”, conta.
Uma consultoria que vai além da modelagem
A FME Management ocupa um espaço que poucos players estão dispostos a disputar. A empresa não se limita a modelar projetos. Ela os desenvolve do zero. Identifica oportunidades nos municípios, realiza estudos de viabilidade técnica e econômica, desenha a arquitetura jurídica e financeira, constrói a matriz de riscos, estrutura o caderno de encargos e entrega o edital licitatório pronto para publicação. É a engenharia completa do projeto, e não apenas uma de suas etapas.
Esse posicionamento é o que diferencia a FME Management de escritórios de advocacia e de Big Four. Modelar uma PPP ou uma concessão pública exige domínio simultâneo de direito administrativo, engenharia econômico-financeira, viabilidade técnica, análise de risco, governança contratual e capacidade de dialogar com prefeitos, secretários, controladorias, tribunais de contas e investidores privados. Cada município é um microcosmo de interesses, prazos legais e fragilidades institucionais.
Aquino resume a proposta de valor da empresa: “Entregamos ao gestor público um projeto que sobrevive à troca de governo, ao Tribunal de Contas e ao escrutínio do mercado. Esse é o nosso produto.”
“Onde outros entregam pedaços, nós entregamos o projeto inteiro.”
Um portfólio que cobre o que falta no Estado
A atuação da FME Management se distribui por frentes estruturais, deliberadamente escolhidas por serem áreas em que o setor público brasileiro acumula carências históricas. Saúde, esporte, infraestrutura urbana, equipamentos sociais e ativos imobiliários públicos são os principais vetores de trabalho. A empresa também investe em desenhar modelos de contratação ancorados na Lei 14.133/2021, o novo marco de licitações, ainda subaproveitado pela maior parte dos entes federativos.
Boa parte do portfólio envolve metodologias proprietárias desenvolvidas internamente, em torno de temas como formação esportiva pública, gestão de equipamentos de saúde e modelos de eficiência operacional para autarquias municipais. Aquino prefere não detalhar publicamente o conteúdo dessas metodologias, que constituem, segundo ele, o ativo intelectual mais valioso da empresa.
“Algumas coisas não se mostram. Mostram-se os resultados.”
CEO do esporte: a visão de um país que ainda não existe
Aquino se define como um “CEO do esporte”, expressão que captura a forma como ele enxerga o setor: não como atividade meio, e sim como vetor estratégico de desenvolvimento humano, econômico e social. Em sua leitura, o Brasil possui base esportiva populacional comparável às maiores potências do mundo, mas perde sistematicamente talentos por ausência de estrutura institucional, lacunas de financiamento e dispersão metodológica.
Foi a partir dessa convicção que ele estruturou, ao longo dos últimos anos, uma metodologia integrada de formação esportiva voltada ao poder público, hoje preservada como ativo proprietário da FME Management. O projeto está finalizado em sua arquitetura técnica e econômica, e começa agora a ser apresentado em ambientes selecionados, dentro de uma agenda controlada de aproximações com gestores públicos brasileiros. “Na fase em que estamos, o que se compartilha é a visão. O método permanece no cofre”, sintetiza.
Formação como diferencial competitivo
A formação acadêmica de Aquino chama atenção. Quatro MBAs concluídos em instituições como FGV, IBMEC e UNIP, mais um MBA em andamento em Gestão de Negócios no IBMEC, ao lado de pós-graduações em Fisiologia do Exercício, Nutrição Esportiva e Medicina Quântica. Soma a isso oito certificações internacionais, entre elas formação avançada em treinamentos por instituição norte-americana.
À formação acadêmica, soma-se a especialização técnica voltada ao núcleo da operação da FME Management. Aquino concluiu o curso “Melhores Práticas em Concessões e PPPs”, oferecido pela Plataforma P3C, principal referência nacional em formação especializada no setor. Com 84 horas dedicadas à estruturação de projetos e à administração de contratos, a formação reforça o arsenal técnico que a empresa mobiliza no atendimento aos municípios brasileiros.
Esse acúmulo não é mero adorno curricular. Aquino o utiliza como instrumento prático no diálogo com gestores públicos, financiadores e parceiros técnicos. “O setor público respeita técnica. E técnica se constrói. Não se improvisa”, define.
O que vem a seguir
A agenda do executivo combina consolidação e expansão dentro do Brasil. A FME Management deve ampliar sua carteira de contratos municipais, fortalecer seu posicionamento como referência em desenvolvimento e modelagem de projetos públicos e seguir desenvolvendo metodologias proprietárias para setores como saúde, esporte e gestão de equipamentos públicos.
Aquino prefere encerrar conversas como esta deixando o concreto para o tempo certo. “Anunciar pouco e entregar muito sempre foi minha estratégia. Não vejo por que mudar agora”, conclui.
Perfil – Fabio Aquino
CEO e fundador da FME Management, boutique brasileira de desenvolvimento e modelagem de projetos públicos com foco em PPPs, concessões, contratos de gestão e estruturação econômico-financeira de ativos municipais. Sob seu comando, a empresa desenvolve projetos do zero, conduzindo desde a identificação da oportunidade e o estudo de viabilidade até a entrega do edital licitatório pronto para publicação. Também é investidor no setor privado de saúde e performance esportiva em São Paulo.


























